
Os Forrós (casas de dança) no sul e sudeste surgiram entre 1955 e 60, no auge da migração de nordestinos para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, a procura de trabalho.
Nas horas vagas (lazer), esses trabalhadores - vindos dos mais variados pontos do nordeste - reuniam-se nas construções com outros nordestinos para cantar e tocar. Era, portanto, uma manifestação cultural que representava a nostalgia, a saudade e o saudosismo dos emigrantes por sua terra de origem, além de uma forma de válvula de escape para indivíduos presentes num ambiente hostil e muitas vezes miserável.
O resultado de toda essa mistura, foi essa nova música urbana que lembrava as origens de um público que se formava (nordestinos) e aumentava a cada dia. Toda essa situação propiciou a criação de um mercado para essa música, e conseqüentemente várias gravadoras interessadas em lançar esses ritmos como o xaxado, o coco, o xote, a polca e a mazurca. Percebeu-se também a necessidade da criação de um lugar onde essas pessoas pudessem se encontrar, principalmente para obter diversão. Daí o “boom” das casas de Forró na década de 60.
Depois de um período de certo esquecimento do Baião e de alguns outros gêneros musicais nordestinos, alguns artistas na década de 60 (Gilberto Gil, Caetano Veloso, Geraldo Vandré, etc.) deram um empurrão e nova valorização à essa música, compondo e gravando músicas no estilo. A mídia teve uma forte influência nesse aspecto, tanto o rádio como a televisão. A partir daí, o forró invadiu as universidades via centros acadêmicos, até virar moda dentro de ambientes mais intelectualizados, chegando também aos programas de televisão.